sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Entrevista de Taylor Swift ao The New York Times


Taylor Swift concedeu uma entrevista ao The New York Times, onde ela fala mais um pouco sobre seu novo álbum RED, e muito mais, confira á seguir:

O sucesso parece algo certo no mundo de Taylor Swift. Desde seu autointitulado álbum de estreia, de 2006, a cantora e compositora de 22 anos já vendeu mais de 22 milhões de cópias em todo o mundo e mais de 51 milhões de downloads digitais. Ela emplacou 17 sucessos no Top 10 da parada Billboard Hot Country Songs e 18 sucessos Top 20 na parada geral Hot 100. Sua turnê mundial “Speak Now” tocou para mais de 1,6 milhão de fãs em 2011 e entre seus prêmios estão seis Grammies e inúmeros outros.

Nem é preciso dizer, tudo isso lhe pagou muito bem: a revista “Forbes” estima o valor de Swift em mais de US$ 165 milhões e ela foi a terceira mulher mais bem paga do show business em 2011/2012, arrecadando US$ 57 milhões.

Os preparativos para “Red”, seu quarto álbum de estúdio, foram marcados por feitos semelhantes. Taylor precedeu o lançamento do álbum em outubro com uma “contagem regressiva” de quatro lançamentos de singles, “We Are Never Ever Getting Back Together”, “Begin Again” (assista ao clipe da música aqui), “I Knew You Were Trouble” e “State of Grace”, e cada canção ocupou o topo das paradas pop e country do iTunes em questão de horas.

O primeiro, “We Are Never Ever Getting Back Together”, se transformou no primeiro sucesso dela a ocupar o primeiro lugar na parada Hot 100. O álbum completo estreou no topo dos mais vendidos no iTunes.

Seria possível pensar que Taylor Swift já estaria acostumada a tudo isso a esta altura, mas ela diz que não. “Eu não sinto naturalmente como se o sucesso fosse certo”, diz Taylor, falando por telefone de Nashville. “Se lanço uma canção, eu não espero que chegue ao primeiro lugar em poucas horas. Eu me acostumei a ter que lutar para fazer a canção subir nas paradas, a ter que esperar e torcer para que as pessoas a ouçam. E é assim que minha mente permanece.”

“Logo, quando temos algo como (‘Red’), onde todas as canções que lançamos (…) chegaram ao primeiro lugar, é absolutamente impressionante para mim que os fãs sejam tão ligados, tão rápidos, e que sejam tantos assim. Isso é algo com que jamais vou me acostumar.”

A resposta aos singles, de estilos tão diversos como jamais Taylor Swift lançou, levantou seu espírito, ao tranquilizá-la de que seus fãs não a restringiram ao som country com sabor pop que é sua marca desde que despontou em 2006. “Red” tem 16 faixas, tiradas dentre as quase três dúzias em que ela trabalhou, e não há duas que soem iguais – o que, diz Swift, foi proposital.

“Dizer que é eclético é exato, porque faixa a faixa, não há nada que soe como outra coisa do álbum.”

“Certamente foi uma oportunidade para mim de expandir os limites e pintar com cores diferentes”, diz Taylor, que começou a compor canções quando era menina em Wyomissing, Pensilvânia, e se mudou com sua família para Nashville quando tinha 14 anos. “Eu tento operar de modo emocional, o que significa pegar a emoção geral que estou sentindo, escrever a letra que sinto descrever isso e escolher a produção que sinto que pinta ainda mais o quadro.”

“Assim, se estivesse lidando com uma emoção realmente caótica, como ‘I Knew You Were Trouble’, eu queria que soasse como uma canção caótica, intensa, emocional. Eu queria que estivesse de acordo com a letra.”

Conseguir esse som, ou esses sons, foi uma das principais metas criativas de Taylor Swift em “Red”. Depois de compor sozinha todas as canções no quadruplamente platinado “Speak Now” (2010), ela abordou seu mais recente material “com espírito de aventura”, o que envolveu convidar outros compositores como colaboradores.

“Red” tem compositores convidados e duetos
“Eu tento escapar de qualquer zona de conforto que tenha desenvolvido na realização do meu último álbum”, diz Taylor, que também atuou em filmes como “Idas e Vindas do Amor” (2010) e “O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida” (2012), e que os rumores dizem que interpretará Joni Mitchell na futura adaptação do livro de Sheila Weller, “Girls Like Us” (Atria, 2008). “Em ‘Speak Now’, minha zona de conforto se transformou em compor sozinha. Foi algo em que me apoiei e para a qual gravitei naturalmente.”

“Assim, desta vez eu quis me desafiar como compositora, eu quis me desafiar como artista. Então chamei um monte de gente que admiro no mundo da composição/produção/interpretação, apenas para ver se trabalhariam e colaborariam comigo. E foi uma experiência aventureira, incrível e educativa estar no estúdio com pessoas que sempre admirei e pessoas que fazem música diferente do tipo de música que faço, misturando os dois mundos.”

Taylor Swift escolheu os colaboradores de uma “lista curta de pessoas que admiro há anos”, trabalhando as canções individualmente.

“Eu tinha uma ideia e pensava: ‘Como quero que soe a produção disto?’ E um nome aparecia na minha cabeça.”

Entre suas escolhas estavam os compositores de sucesso Dan Wilson e Jeff Bhasker, que trabalharam com Jay-Z, Beyoncé Knowles e Kanye West. “Red” também inclui dois duetos, “Everything Has Changed”, com o trovador britânico Ed Sheeran, e “The Last Time”, com Gary Lightbody do Snow Patrol. Três faixas, incluindo “We Are Never Ever Getting Back Together” e “I Knew You Were Trouble”, foram gravadas com a dupla pop sueca Max Martin e Shellback.

“Trabalhar com esse pessoal foi uma experiência empolgante, porque são bastante focados no momento e são muito presentes e empolgados, exatamente como eu sou. Então basta estarmos todos em uma sala e é como se acendesse imediatamente um sinal verde. Nós simplesmente começamos a compor e não paramos, e compúnhamos várias canções por dia. Eu voltava para casa e pensava: ‘O que vamos fazer amanhã?’”

Canções autobiográficas
Como é de costume de Taylor Swift, a maioria das canções de “Red” é tirada de sua vida pessoal e, particularmente, de sua vida amorosa. As línguas já saíram especulando sobre quem “We Are Never Ever Getting Back Together” fala, apesar de Taylor – que já namorou os músicos Joe Jonas e John Mayer, os atores Taylor Lautner e Jake Gyllenhaal e acabou de terminar um relacionamento com Connor Kennedy – só dizer que ela nasceu de um encontro por acaso com um amigo mútuo de um de seus ex-namorados.

“Ele começou a falar sobre ter ouvido que voltaríamos, e eu disse: ‘Nós nunca, nunca vamos voltar!’ (…) e então olhamos um para o outro e compusemos a canção em, tipo, 25 minutos.”

Taylor Swift está acostumada a toda essa especulação, apesar de que já estava cansada dela antes mesmo de começar a namorar um Kennedy e se transformar ainda mais em um ímã dos tabloides. Mas ela fica intrigada com a pergunta sobre qual direção sua composição tomará quando essa mestre da canção de coração partido se encontrar em uma relação mais duradoura.

“Eu não sei. Quero dizer, não há nenhuma emoção simples, nem mesmo uma emoção duradoura, nem mesmo um amor incondicional. Há nuances em toda emoção, como aprendi. E acho que uma das coisas que tenho tendência de fazer é voltar a um sentimento e revisitá-lo.”

“Ao mesmo tempo, eu me inspiro vendo os relacionamentos de amigos e assistindo filmes e pensando: ‘Que tipo de trilha sonora esse momento teria?’ Então, não sei o que aconteceria se algum dia chegasse a um estado geral de felicidade em relação ao amor, mas espero poder continuar extraindo inspiração de todo tipo de lugar.”

“Red” levará Swift a todo tipo de lugar, é claro, em um senso muito mais literal: ela planeja iniciar a turnê no ano que vem e espera rodar o mundo, assim como fez na divulgação de “Speak Now”. Ela também espera repetir os shows em estádios como fez naquela turnê.

“Eu gostaria que fosse grande. Eu realmente espero que seja grande. E, é claro, você sabe que a turnê será uma grande representação do álbum. Eu estou muito empolgada para ver quais canções os fãs gostarão mais e quais se destacarão, porque esse é o primeiro passo.”

“Nós sempre vemos quais canções são as mais passionais e as que empolgam mais os fãs”, conclui Taylor, “e essas certamente estarão no ‘setlist’. Eu mal posso esperar por isso”.

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