domingo, 14 de outubro de 2012

Reportagem mais Scans de Taylor Swift na revista Rolling Stone.


Gente, como vocês Swifties já devem saber Taylor é a capa da revista Rolling Stone, e temos aqui abaixo alguns scans e a reportagem toda para vocês. não se assustem mais a entrevista é Enorme. leiam com paciência , vale a pena:

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TAYLOR NO PAÍS DAS MARAVILHAS
O coração imprudente, as noites inquietas e as adoráveis peculiaridades da incontrolável princesa do pop.

Isso é como soa quando Taylor Swift se perde: “Oh, meu Deus. OH, MEU DEUS. OH, MEU DEUS. OH, MEU DEUS. OH, MEU DEUS. OH, MEU DEUS. OH, MEU DEUS. OH, MEU DEUS. OH, MEU DEUS. OH, MEU DEUS. OH, MEU DEUS. OH, MEU DEUS.” Seu bronzeado do verão está ficando pálido, seus olhos bem azuis estão praticamente rodopiando de pânico. 

Mas ela não fez nada tão ruim dessa vez, não começou uma guerra nuclear ou falou mal das rádios country ou, colocou seu novo álbum no BitTorrent: Estamos em uma rodovia industrial vazia nos arredores de um estúdio de ensaios em Nashville em uma abafada noite no final de agosto, com Swift atrás do volante de sua SUV Toyota preta – da qual ela acabou de bater em um carro parado.
Ela nunca aprendeu como usar o GPS integrado de seu carro, ao invés, estava usando o Yelp e o Google Maps de seu iPhone, percebeu que estava indo pelo caminho errado, começou a virar, ainda mexendo no celular e… crunch.

“Oh, meu Deus,”
ela repete, pausando para retomar o ar. Ela olha de novo no carro que bateu. “Oh, esse é o meu baixista?”

Totalmente é. “Tá tudo bem! É o meu baixista!” Ela não pareceria mais aliviada se tivesse sido perdoada de uma sentença de morte. Saindo de sua SUV, ela se desculpa com seu confuso empregado, um cara parecido com o Bem Stiller chamado Amos Heller, que estava andando em direção do seu, agora parcialmente riscado, carro. “Eu vou pagar por isso, prometo! Eu posso fazer isso! Oh, meu Deus, Amos, eu sinto muito. Eu me apavorei porque fui pelo caminho errado e ele ia achar que eu sou não dirijo bem e, então, eu bati em outro carro. Essa já é a pior entrevista que ele fez!”

Um de seus seguranças, que deveria estar discretamente nos seguindo, sai de sua SUV, parecendo assustado: “Você está bem?” Cedo o bastante, continuamos a nossa jornada para um restaurante local, dessa vez com Swift seguindo seu guarda costas, que está servindo como um GPS humano sob o comando dela. Problema resolvido.

Swift ainda está se recuperando pelo caminho de 10 minutos. “Eu não acredito que tinha um carro atrás de mim. Eu achei que – como só conseguia ver o carro de segurança, e o carro do Amos é tão baixo e eu não olhei na câmera traseira e eu estava tão certa que ninguém estava atrás de mim e…”
No momento em que ela bateu, ela se imaginou sendo levada algemada, sentando na prisão com seu vestido de bolinhas azuis.

 “Eu tenho muitas crises de ansiedade que acabam comigo sendo colocada em um carro de polícia,” ela conta, com seu rabo de cavalo balançando enquanto ela agita a cabeça. “Eu sou tão, tipo, regrada e não se metendo em acidentes. Então isso é perfeito.”

Aos 22 anos, Swift está sempre esperando sua sorte acabar. Essa semana, seu novo single, a irresistível e distintamente não-country “We Are Never Ever Getting Back Together”, se tornou a sua primeira música a ser número um no Hot 100 – e, pelo o que ela sabe, daqui em diante pode ser ladeira abaixo. “Eu sempre me apavoro que, tipo, alguma coisa vai acontecer,” ela diz, “e eu não vou ser mais capaz de fazer isso e tudo vai acabar em um dia. Parte do medo vem de amar tanto isso e não querer perdê-lo.”

Assista o seu episodio do Punk’d na MTV, quando Justin Bieber incentiva Swift em acender fogos de artifício de uma sacada de frente pra um rio e, então, a faz acreditar que eles iniciaram um grande incêndio em um barco: a sua expressão entrega o mesmo terror de aimeudeus. “Você sabe que eu já tive sérios pesadelos nos quais, eu acordaria no meio da noite por, tipo, três semanas depois daquilo? Eu realmente pensei que era meu fim. Eu pensava, ‘Justin tem 17 anos, ele vai pro reformatório, mas eu vou pra prisão de meninas crescidas.’”

Ela quase transformou tudo isso numa profecia auto-realizável durante sua apresentação nos Grammys em 2010, quando o medo no palco transformou sua voz em monótona durante um estranho dueto com Stevie Nicks em “Rhiannon”. Desafetos estavam instantaneamente, e injustamente, convencidos que ela era uma criação do Autotune que não conseguia cantar ao vivo. 

“Eu tive uma noite ruim,” diz Swift, que desde então voltou a focar em lições vocais. “É uma daquelas coisas que você ensaiou diversas vezes e quando a câmera é ligada, e as emoções se espalham e você não consegue pensar direito.”

Na maioria das vezes, ainda, tem sido uma jornada tranquila, com tão poucos obstáculos que ela poderia, praticamente, os anular da lista: Ela era terrível no futebol na quarta série, não conseguia traduzir sua altura em glória no basquete, nunca conseguiu fazer uma abertura total e tinha problemas com matemática. Tinham algumas meninas malvadas durante o ensino fundamental e, mais recentemente, como você deve ter escutado, alguns namorados totalmente exaustivos.

 Ela tem uma pequena mordida cruzada e, com 1,80m de altura, sua postura não é das melhores. E, claro, teve aquela vez que o Kanye West roubou o seu microfone e começou a berrar coisas sobre a Beyoncé – ainda não é engraçado, no que diz respeito a ela.

Mas ela acabou entendendo que a vida – mesmo a dela – é imprevisível, incontrolável. Bagunçada. O episódio com o Kanye West ajudou ela a “perceber que nada vai acontecer exatamente da maneira com que você planejou,” ela diz. “Só porque você fez um bom plano, não quer dizer que é o que vai acontecer.”

Provando isso: Mais tarde naquela noite, Swift está dirigindo de volta do jantar, cantando a música “Never Let You Go” do Third Eye Blind (que saiu quando ela tinha 9 anos) – quando, inacreditavelmente, nos envolvemos em outro acidente de carro.

Esse é aleatório, assustador e definitivamente, não é culpa dela. Enquanto Swift cruza uma rua de quatro pistas, o que se parece com um Corvette saí de um cruzamento direto para a nossa faixa – amassando a porta do motorista da SUV de Taylor e, então, foge.

Eles estavam dirigindo, como Taylor define mais tarde, como se tivessem acabado de roubar um banco.

“OK, isso foi a minha vida passando diante dos meus olhos,” ela diz com a voz tremula. “O que é esse dia? Isso é alguma realidade alternativa onde as coisas acontecem muito errado. Isso foi a segunda vez só hoje! Eu vou ter um ataque nervoso!” Seu celular toca – é o coitado de seu segurança, que parece que já tem essa sob controle.

Tem um lago, completo com carpas, no meio do surpreendente e colorido apartamento de Swift. Ele fica embaixo de uma escada espiral em metal forjado que leva a uma gaiola em tamanho humano que está de frente a janelas que vão do teto ao chão, com uma vista que vai até as montanhas além do centro. (“É o lugar mais confortável no mundo,” ela diz da gaiola de madeira, construída de um desenho que ela fez. “É só, tipo, travesseiros e conforto.”)

Com o antigo dono, essa era uma cobertura de solteiro supermoderna. Nos mais de 18 meses de reformas, Swift deu ao apartamento uma mudança de sexo e uma boa dose de caprichos financiados por um transtorno obsessivo compulsivo. 

O teto é arranjado em diversos motivos – cortinas onduladas aqui, um céu escuro de noite ali. Em um canto, embaixo de estrelas de cristal penduradas, está um coelho gigante feito de musgo. Ele está usando um chapéu. “É uma estrutura inteira de Peter Pan, Alice no País das Maravilhas aqui,” ela diz, me recebendo na outra manhã. “É como se parece dentro do meu cérebro, essencialmente.”

Nas paredes personalizadas – algumas de tijolo, outras com papel de parede roxo – tem uma interminável quantidade de fotos com molduras douradas e ornamentadas, algumas com legendas também dourada: Swift com sua amiga de colégio, Abigail (complementadas com a letra de Fifteen, na qual a tal amiga deu para um menino “tudo o que ela tinha”); Swift com James Taylor; Swift fazendo um coração com as mãos com a senhorita Bieber, Selena Gomez.

 Em cima da lareira, que é estampada com um pequeno coração, até tem uma foto do momento em que Kanye invadiu o seu palco no VMA (escrito, “A vida é cheia de pequenas interrupções”, frase que também está nas mensagens do seu último álbum), do lado do que, presumivelmente, é o próprio prêmio em questão dentro de um vidro.

O lugar é impecável e não há sinal de outro ser vivo – além de sua simpática gata da raça Scottish fold, Meredith (o nome foi dado em homenagem a uma personagem de Grey’s Anatomy) – tenha estado por aqui recentemente. Mas a fofoca que circulava naquela manhã dizia outra coisa: Como conta a história, ela sentia saudades do namorado, Conor Kennedy de 18 anos – que acabou de começar o último ano no colégio – então ela “sequestrou” ele, com um jatinho particular, que o levou até Nashville.

Swift parou de ler matérias sobre ela após o incidente no Grammy, e institucionalizou um banimento de se auto-Googlar. “O que eu fiz? Não me conte! É ruim?” ela diz, apertando uma almofada de tricô azul claro e enrolando suas longas pernas embaixo de si mesma em uma cadeira giratória. 

Ela está descalça, vestindo uma blusa com corte em V branca e um shorts floral vintage de cintura alta. Seus joelhos tem cicatrizes brancas recentes neles (“Eu caí nas pedras na praia e caí enquanto jogava volley.
 São meio que machucados de crianças de oito anos”). Quando ela escuta a fofoca do dia, seus olhos crescem sob a maquiagem felina. Ela parece um tanto nauseada: “Como eu sequestrei ele? Você não pode sequestrar um homem crescido! Essas são acusações graves!”.

Ela ri, mas está rodando furiosamente na cadeira, como se aquilo pudesse a distanciar do assunto. “É uma forma interessante de transformar alguma coisa em uma história,” ela diz. “Viu? É por isso que eu não leio nada.”

Então Conor está acorrentado em alguma coisa no andar de cima? “O quê? Deus!”
Ela está ciente de outro rumor recente: que ela e o Kennedy invadiram o casamento da prima dele e simplesmente se recusaram a sair. “Não faço ideia do que aconteceu lá,” ela diz, rodando novamente, mexendo com o esmalte lascado do seu dedo indicador. “Eu acho que essa história foi baseada no maior mal entendido. 

Porque eu nunca apareceria intencionalmente em um lugar que achasse que não fui convidada. E eu nunca iria querer tirar a atenção de alguém.”
Ela tem conhecimento, ou algo assim, do fato que seus dias de noticias exclusivamente positivas, acabaram.

 “Eu tenho que viver um dia de cada vez,” ela diz. “Eu não acho que alguém é sempre verdadeiramente vista de uma só forma: como totalmente boa, como totalmente comportada, como totalmente educada. 
No começo, quando tinha uma pequena matéria sobre alguma coisa que não era verdade, eu achava que significava que meus fãs não iam aparecer nos meus shows. Mas agora, bate na madeira – onde tem madeira? Eu preciso bater na madeira – eu acho que meus fãs me apoiam e eu apoio eles.”

E ela sabe que não pode sempre ser a mocinha. “É somente uma parte da dinâmica de uma boa história,” ela diz. “Todos são um personagem complicado.”

De alguma forma, não é surpreendente saber que Swift tomou seu primeiro drink na vida em seu aniversário de 21 anos. “Eu sabia que não ia escapar disso até aquele momento,” ela conta na noite anterior, tomando Coca Diet em um pequeno canudo vermelho que combina com seu batom. 

Nós chegamos ao restaurante sem agitações, exceto por uma menininha de Maria Chiquinha que ficou boquiaberta com a mesma felicidade do que se tivesse acabado de ver o coelhinho da páscoa. “Eu não me importava em saber o que estava perdendo, sabia que era ilegal e que, com a sorte que eu tenho, eu seria pega. Então você pensa sobre todas as mães e as menininhas que pensariam mal de mim. Eu ainda não bebo muito, mas bebo uma taça de vinho de vez em quando.” E ela já ficou bêbada? “Não vou falar sobre isso! Ninguém quer imaginar isso!”

Não pode ser fácil viver assim. Gomez se lembra de ter ido jantar com Swift quando percebeu outro cliente escutando a conversa. “Ela ficou assustada que eles estavam escutando,” conta Gomez, “e ficou nervosa e, então a pessoa saiu e ela se sentiu mal. Ela ficou tipo: ‘Espero que ele não tenha saído por minha causa. Espero que ele não ache que sou malvada. Você acha que ele vai contar pra todo mundo que eu sou malvada?’ Ela se importa muito.”

Swift tem recorrentes sonhos inquietos e, bem previsivelmente, um deles envolve ser presa por algo que não fez. “Eu fico tentando contar para eles que eu não fiz nada,” ela diz, “e eles não escutam ou, minha voz não funciona.”

Outro deles é bem real. “Eu estou em um quarto com pilhas de roupas espalhadas pelo chão e não consigo limpar. E, não importa o que aconteça, ela continuam a se empilhar e eu não posso me mexer. Isso me enlouquece! Me faz querer poder arrumar tudo, porque eu adoro arrumar as coisas. Mas as pilhas ficam maiores ou, tem pilhas no teto e eu nem sei como isso é possível.”

Ela sabe sobre o que aquele é sobre. “Eu acho que tenho muito medo das coisas saírem do controle,” ela diz. “Fora do controle, perigoso, descuidado e impensado me assustam, porque pessoas se machucam. Quando você diz ‘louca por controle’, ‘TOC’ e ‘organizada’ fazem referência a alguém que é fria em sua natureza e eu não sou. 

Tipo, sou aberta quando envolve deixar as pessoas se aproximarem. Mas eu gosto da minha casa arrumada e não gosto de fazer grandes bagunças que podem machucar as pessoas… Eu não quero decepcionar ninguém, ou me decepcionar, ou ter muitas pessoas que eu sei que fiz algo de errado.”
Swift nunca se consultou com um terapeuta. “Eu apenas me sinto bem sã,” conta.

Só é necessário uma breve escutada nas músicas de Taylor – ou uma visita ao TMZ – para descobrir a única parte da vida dela que ela permite que a bagunça reine. “A forma como eu encaro o amor é que você deve segui-lo,” conta, “e se apaixonar de verdade. Se você se apaixona de verdade, tem que esquecer o que os outros pensam. 

Precisa ter uma mentalidade de ‘somos nós contra todo mundo’. Você tem que o fazer funcionar por priorizando-o e por se apaixonar rápido sem pensar muito sobre. Se eu penso muito sobre um relacionamento, eu vou me convencer a sair dele.”

E por que ela sairia de namorar homens com seus 30 anos – John Mayer e Jake Gyllenhaal – para o atual cara que está se preparando para o vestibular? “Eu tenho regras para várias áreas da minha vida,” ela conta. “O amor não vai ser uma delas.”

Antes de se juntar com Conor, ela estava publicamente divulgando seu interesse na história da família Kennedy e, tinha mencionado ler um livro de 960 páginas chamado “As mulheres Kennedy”. “Estranho,” ela diz. “Oh, meu Deus, eu sei. É tipo: coisas acontecem na minha vida de formas coincidentes que são estranhas.”

Mas isso parece engraçado… “Você está me dizendo,” ela dia. Ela parece comicamente aterrorizada com a ideia do superfã de Elvis, Nicholas Cage, casando-se com Lisa Marie Presley – ele conseguiu o melhor item de colecionador. “Isso não é o que está acontecendo,” ela praticamente grita, olhando para cima.

Pode ajudar o fato que uma amiga fez isso primeiro. Pergunte para a colega papa anjo, Gomez, se Swift teve a ideia de seu relacionamento com Bieber (que é quase dois anos mais novo) e sua resposta é um rápido e animado: “Provavelmente!”

Swift tem escrito algumas das músicas românticas mais sedutivas de sua geração – ela pode ser a maior proponente de beijar na chuva do mundo. “Eu amo o final de um filme quando duas pessoas ficam juntas,” diz Swift, que depois explora o tema em uma nova colaboração com Snow Patrol. “Preferencialmente se tem chuva e um aeroporto, ou correr, ou uma confissão de amor.”

Ela também escreveu músicas sobre términos que, em sua própria maneira, rivaliza com “Idiot Wint” por inclemência. “Dear John”, presumivelmente a evisceração de John Mayer em 2010 pode ser a mais brutal: “Você não acha que dezenove é muito nova para participar de seus jogos sombrios e malucos?” Mas, do novo álbum “Trouble”, chega perto: “Você nunca me amou, ou a ela, ou a ninguém,” ela canta.

“Em cada um dos meus relacionamentos,” conta, “eu fui boa e justa. O que acontece depois que eles acham que tudo está garantido não é meu problema. As chances de que eles estejam sendo escritos de uma maneira com que não gostam é porque me machucaram de verdade. Contar uma história só funciona se você tem personagens nela. Eu não acho que é malvado. Eu acho que é malvado machucar alguém em um relacionamento.”

Mayer contou à Rolling Stone que “Dear John” “realmente o humilhou” e, acusou Swift de ter uma “composição pobre.” Quando eu tentei perguntar a ela sobre isso durante o jantar, ela literalmente colocou as mãos na orelha, dizendo, “Seja gentil, não me conte.”

No próximo dia, eu não sou tão gentil a ponto de transmitir as palavras de Mayer, enquanto ela se torna dura. “Eu não escrevi o nome e o sobrenome dele na música! Isso é ele quem está dizendo – enquanto tinha um álbum para promover.”

Mas ela não usou o primeiro nome dele? “Eu não disse nada sobre a identidade da pessoa. O conceito de ‘Dear John’ é bem conhecido.” (n/t: “Dear John” nos EUA é como se fosse uma carta endereçada a uma pessoa anônima).

E por que não pegar o telefone e falar diretamente com esses caras? Ela olha pra mim como se fosse louco. “Qual é a graça disso?” (“Ela é durona,” conta Gomez. “Algumas vezes ela me diz algo como: ‘Você deveria ser mais malvada de vez em quando.’”)

Junto com as diversas comédias românticas que assiste (Simplesmente Amor é o seu favorito), o ideal dantesco de amor de Swift vem de seus avós maternos, que foram casados durante 51 anos e morreram com uma semana de diferença entre as datas. “Eles ainda eram loucamente apaixonados aos oitenta anos,” ela conta.

Não existem ficadas na Swiftlândia. “Não,” ela diz, franzindo o nariz. “Onde está o romance? Cadê a mágica nisso? Eu não sou essa garota.” Falando nisso, hackers não deveriam se importar com o celular dela: “Tem coisas interessantes lá, como mensagens de texto,” ela diz. “Mas você não vai encontrar nenhuma foto contendo nudez.”

Ela fica desconfortável ao discutir uma frase do seu novo álbum – “Farei qualquer coisa que você disser, caso diga com suas mãos” – isso parece algo novo. “Eu não sei se estou interessada em escrever sobre, um, coisas flagrantemente sexuais fora do contexto de como isso afeta uma relação,” ela diz e, então, pausa.

 “Oh, eu totalmente deveria dizer que Dan pensou nisso,” ela adiciona, mencionando o co-escritor Dan Wilson. “Eu posso me tirar da reta tão rápido!”

Swift adora a ideia de relações longas, mesmo que nunca tenha tido uma. “Normalmente dura quatro meses e meio e então, se desintegra. Então eu passo tipo que, um ano e meio me consolando sobre o término.”

Eventualmente, ela deseja ter várias crianças: “Tipo que, no mínimo, quatro,” ela diz. “Minha fantasia sempre foi de ter várias crianças correndo por aí. Eu adoraria me tornar uma mãe dedicada como minha mãe foi.” O que a traz a mais um pesadelo recorrente. “Eu tenho um filho e os paparazzi tão tirando fotos e isso está assustando o meu bebê. E eu sei que é minha culpa e não sei como fazer parar.”

Alguns dias depois, Swift está sentada em um camarim no estúdio da MTV em New York, vestindo um roupão azul macio e chinelos emprestados do hotel, falando sobre negócios no seu telefone. Suas duas coordenadoras de beleza estão lidando com seu cabelo ondulado com uma chapinha enquanto ela fala. Ela acena para que eu me junte, enquanto conversa.

“Eu não gosto da ideia que você pode simplesmente começar uma sentença com ‘respeitosamente’ e, então, você pode dizer qualquer coisa que quiser,” ela diz, soando como alguém da qual você não iria querer negociar. “Eu não entendo como vamos resolver isso – isso é ele dando pontos? Ah, OK, boa ideia. Absolutamente, se ele me ligar, direi isso. OK, certo. Mm-hmm. Yeah, respeitosamente.” Ao invés de ter um administrador, ela tem uma equipe de gerenciamento, da qual ela mesma comanda.

Seus pais, Scott e Andrea, têm ambos históricos de negócios e têm estado envolvidos em sua carreira desde o começo. “Eu acho que minha lembrança mais recente é da minha mãe colocando um cavalete na cozinha quando eu tinha três anos,” diz Swift. “E ela me dava tinta e eu pintava o que eu quisesse, e sempre estava bom o suficiente.”

“Minha mãe conversava comigo desde antes que eu pudesse falar,” ela diz. “Então eu comecei a falar muito cedo.” Sua primeira palavra fora “amarelo”, o que tinha a ver com o colega grandalhão Garibaldo.

O resto, é uma história já conhecida: Ela cresceu em uma fazenda de árvores de natal na parte rural da Pennsylvania, se tornou imensuravelmente obcecada pela Shania Twain e pelas Dixie Chicks, começou a cantar e a compor músicas e, quando tinha 14 anos, convenceu seus pais a se mudarem para os arredores de Nashville. 

Eles foram contratados pela inexperiente gravadora chamada Big Machine Records, fundada por um antigo executivo da Universal chamado Scott Borchetta. O pai de Swift, um corretor de ações da Merril Lynch, era um pequeno investidor da gravadora, da qual era mais uma ideia de companhia quando eles foram contratados: “Scott Swift possui 3% da Big Machine,” conta Borchetta.

 “Mas eu escuto gente dizendo: ‘Oh, certo, ele fundou o negócio inteiro é por isso que a Taylor é número um.’ É como, ‘Por favor, gente.’ Todo mundo quer dizer: ‘Então tem um motivo.’ Yeah, tem um motivo. Porque ela é ótima. Esse é o motivo.”

Enquanto ela se prepara para o lançamento do seu quarto álbum, Red, Swift está bem no meio do pop – mais do que qualquer um outro artista country antes dela. É por isso que a MTV está sacrificando a valiosa faixa de horário de Teen Mom para estrear seu novo clipe em um segmento ao vivo nesta noite. 

Mas primeiro, ela precisa passar por pelo menos nove entrevistas com diversos outras afiliadas. Agora, em uma blusa vermelha colada e calças azuis, ela mostra tanta destreza com um desfile de interrogadores – e as pequenas crianças que aleatoriamente, pedem autógrafos – que não é difícil imaginar ela se candidatando para algum cargo algum dia. “Sério? Apesar de que, eu provavelmente tenha que ter um diploma,” ela diz. “Eu acho que devo começar a decidir meu partido.”

Essa destreza para lidar tão fácil com pessoas vem do seu pai, quem, como Borchetta define, “nunca conhece um estanho. Você o manda para uma sala e ele vai sair e chegar: ‘Hey, eu acabei de me encontrar com um cara da direção no Papa John’s.’” Comprovando isso, quando eu eventualmente conheço Scott Swift – um amigável homem de cabelo cinza em um terno da Books Brothers e óculos sem bordas – ele imediatamente procura por coincidências, contando histórias de um breve contato com o jornalismo.

A vó materna de Taylor, Marjorie Finlay, era uma cantora de ópera profissional que cantou ao redor do mundo. “Eu acho que o karma da minha vida é estar nos bastidores ou estar cuidando da casa,” conta Andrea Swift, de quem a mãe morreu quase ao mesmo tempo em que Taylor estava assinando seu contrato para gravar.

 “Nós estávamos em Nashville quando ela morreu e foi um momento surreal, porque eu sabia que estávamos fazendo o que ela queria que fizéssemos. Foi como se ela estivesse passando o bastão.”
Swift é convencida que ela é uma mistura exata das personalidades de seus pais – ela pensa como a mãe, mas age como o pai.

 “Minha mãe sempre pensa no pior que pode acontecer,” ela conta. “Meu irmão e eu a chamamos de Central de Inteligência Andrea. Se você tem uma dor de cabeça, ela pode te falar 15 coisas diferentes que podem ser, das quais, todas terminam em uma sala da emergência ou em morte. Mas ela também sabe como organizar a melhor festa. Ela também é muito adorável, gentil, disciplinada e tem a cabeça no lugar para dar conselhos.”

Seu pai é o próprio sonhador, mesmo que ela não diga se a frase sobre “a filha cuidadosa de um homem descuidado” seja autobiográfica: “Minha mãe pensa em coisas reais e meu pai sempre pensa em sonhos – e, ‘O quão longe podemos ir com isso?’” Ele foi quem previu o sucesso dela: “Eu nunca pensei na minha cabeça que tudo isso fosse possível.

 É o que meu pai sempre fez.”
Enquanto Swift aguarda o lançamento de seu vídeo, passeando pela sala em um descanso de pés com rodinhas, os executivos da MTV, Van Toffler e Amy Doyle aparecem. Vários sorrisos e abraços acontecem. “O quão grande é esse single?” diz Toffler, que está usando jeans e um blazer, com seu cabelo penteado para trás. “É tipo que a coisa mais gigantesca da história.”

“É o maior lançamento feminino na história do iTunes,” Swift diz. “Eu tô tipo, como assim?”
“E você sabe,” diz Toffler, “ou eu não sei se você sabe mesmo, mas você vai fechar os VMAs.”
“Oh, meu Deus,” diz Swift. “Eu vou desmaiar. O quê? Quando vocês iam me contar isso? Obrigada, isso é demais. Agora eu realmente acho que vou desmaiar.” Ela está feliz, mas tem uma dica familiar de terror nos seus olhos. OhmeuDeus.

Um vídeo viral chamado “Taylor Swift não acredita nisso” mostra Swift ganhando prêmio depois de prêmio, agindo surpresa como se tivesse ganho na loteria todas as vezes, continuamente falando “O quê?” (Veja a ótima imitação de Taylor Swift feita pela Kristen Wiig.)

 Sem precisar dizer nada, Swift nunca viu isso. “Eu realmente me sinto magoada quando as pessoas tiram sarro de mim,” ela diz. “Eu nunca ganhei nada na escola ou em esportes e, de repente, eu comecei a ganhar coisas. As pessoas sempre dizem, ‘Viva o momento’ – se você realmente vive o momento em uma grande premiação e se você ganha, você vai à loucura!”

“São os trejeitos dela,” conta uma das melhores amigas de Swift, a estilista Ashley Avignone. “Ela faz a mesma coisa se eu conto alguma coisa para ela no sofá, em casa.”

Na manhã após os VMAs, nos encontramos para o café da manhã em Beverly Hills – seu segurança a coloca para dentro do restaurante pelos fundos. Na manchete da Us Weekly a performance foi definida como “Taylor Swift se torna sexy” – porque ela usou shorts. “É uma ideia muito interessante que você use shorts e que, de repente, é ousado,” ela diz. “Do que, você sabe, no lado bom te dá mais espaço para crescer – eu não tenho que fazer muito para chocar as pessoas.”

São 11 da manhã e ela está totalmente acordada e sã em sua blusa creme e calça de bolinhas (“não são shorts,” ela diz, “isso seria muito sexy”). Ela pulou as festas após o evento e foi comer sushi com sua banda. Quando ela escuta que Lady Gaga twittou: “Swifty é tão fofa” após sua apresentação, ela oferece uma prova da sua feição de queixo caído: “Não mesmo! Você tá falando sério? Eu preciso ver isso! Obrigada por me contar isso.” Ela passa três minutos tentando e tentando carregar o tweet no seu celular, sem sucesso.
Seria fácil ver Swift nas premiações e concluir que ela é brega – em suas palavras, uma capitã das líderes de torcida fingindo que ela ainda pertence às arquibancadas. Mas, se falta consciência própria nela, essa é a ideia. “Eu simplesmente não quero viver dessa forma,” ela diz. “Eu nunca quero ficar gasta porque, então você fica na defensiva e difícil de conviver. É o que acontece quando você está consciente das pessoas julgando cada movimento que você faz. Então eu, felizmente, tento ser o mais ignorante sobre isso o possível.” Ela ri. “Por favor não destrua isso. Eu estou vivendo em um mundinho tão feliz!”

Swift pode experimentar a vida um tanto mais intensamente quanto o resto de nós, o que é um das razões pelas quais suas músicas podem fazer tanto sucesso – junto com a dor na sua voz e seu instinto pela menor queda e maior elevação. Suas músicas ultrapassam nossas defesas emocionais porque ela tem pouquíssimas dessas.

Swift tem mais uma coisa para fazer antes que deixe LA – uma apresentação no beneficiente Stand Up to Cancer que passou ao vivo em mais de 20 canais. Ela tem uma bomba para a ocasião que se chama “Ronan.” Os olhos de Swift ficam lacrimejados quando ela me conta sobre: É uma história verdadeira sobre um menino de quase quatro anos que morreu de câncer, contada pela perspectiva de sua mãe. (Swift incorporou ideias do blog da mãe, a dando créditos de co-composição.) 

Quase todas os versos são insuportavelmente tristes – faz com que “Streets of Philadelphia” se pareça com “Party Rock Anthem”. (O verso que continua me pegando: “Está prestes a ser Halloween/Você poderia ser qualquer coisa se ainda estivesse aqui.”) Andrea – loira, com olhos carinhosos – distribui lenços de papel enquanto Swift ensaia a música no Shrine Auditorium. Eu pego um.

Enquanto a hora do show se aproxima, Swift mantém sua cabeça longe da música, fazendo seus longos aquecimento vocais (dos quais, em um ponto, incluem miados de verdade) e discute o cardápio para o voo de volta a Nashville naquela noite.

 Ela está deitada no comprimento de uma cadeira de diretor, suas sapatilhas tem cabeças de gatos desenhadas na altura dos dedos. “Pedaços de buffalo? OK! E rigatoni com molho trufado de carne – eu posso ter com espaguete, alias? Rigatoni me faz me sentir estranha. É como se fosse uma roda e, o que ele está tentando fazer? É como um ravióli que não foi terminado.”

Logo, seguida por um pequeno grupo que inclui sua mãe e sua estilista, Swift entra na escuridão do teatro. Ela para fora do palco, mordendo seu lábio, cabisbaixa, enquanto Alicia Keys canta. Em um momento parecido com a apresentação no Grammy desse ano – o que a garantiu uma redentora salva de palmas – Swift disse para si mesma, “Aqui é onde você prova que as pessoas que gostam de você estão certas ou prova que as pessoas que te odeiam tem razão. Depende de você. Pegue o seu banjo e vá tocar.”

Ela solta seus ombros, respira fundo e entra no palco. “Venha comigo bebê,” ela canta com peculiar ternura junto com uma guitarra abafada. “Nós vamos voar para longe daqui/Você foi os meus melhores quatro anos.”

Swift consegue se manter firme durante a música. Mas, depois, ela desmorona durante uma corrida para o seu trailer, chorando copiosamente durante todo o caminho, dissolvendo a maquiagem do seu olho em faixas ferozes. Dez minutos depois, quando eu me despeço, ela ainda não tinha parado. “Eu estava tentando não chorar durante toda a música,” ela diz, encolhendo-se impotentemente.

Alguns dos assessores de palco estavam assistindo Swift das laterais, com os grandes braços cruzados. Barbudos, com tatuagens até o calcanhar, correntes nas carteiras, eles pareceriam confortáveis segurando tacos de sinuca em Altamont. Mas eles logo estavam congelados em seus lugares, paralizados por Taylor Swift, e quando ela já está na metade de “Ronan,” eu pego um deles silenciosamente secando uma lágrima.

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