domingo, 21 de outubro de 2012

Entrevista de Taylor Swift a revista Billboard


Taylor Swift é capa da nova edição da revista Billboard, veja á seguir a entrevista que a cantora cedeu a revista:

Para seu quarto álbum de estúdio, “Red,” Taylor Swift tentou a aproximação colabortativa, procurando por produtores conhecidos por seus trabalhos com Katy Perry, U2 e Snow Patrol e compositores como Ed Sheeran e Dan Wilson, cujas colaborações com Adele resultaram em Grammys.

Swift está na capa desta semana da Billboard. Aqui estão algumas de suas opiniões sobre fazer o “Red,” a alegria ter 22 anos e porque ela sempre irá tocar seus hits em turnê.

Billboard: Como você decidiu quem faria um bom parceiro no estúdio?
Swift: Eu procurei por pessoas que me inspiraram. Você olha para alguém como o Ed Sheeran, que vem de um lugar muito sincero como escritor, e as músicas dele te movem em todas as direções emocionalmente. Isso foi algo que me inspirou muito, então eu acabei ligando pra ele. Snow Patrol é tão exato, eles podem te atingir quando estão cantando sobre perda ou saudade. Eu sempre fui fascinada com como (o produtor) Max Martin consegue descarregar um refrão. Ele vem até você e te atinge e é um refrão – em letra maiúscula, com pontos de exclamação. Dan Wilson, em seus dias de Semisonic, foi uma grande inspiração. Quando suas inspirações se tornam seus colaboradores, se torna algo muito verdadeiro para a música que você gosta.

Originalmente, você ia continuar com seu colaborador de longa data, Nathan Chapman, que continua a trabalhar com você. O que mudou?
Eu terminei 20 músicas e tive essa sensação de estar afundando, isso não pode estar pronto, não pode ser isso. Eu acho que a razão pela qual eu disse isso foi porque eu fiz o álbum da mesma maneira que fiz os três últimos. Eu sabia que não tinha pulado pra fora da minha zona de conforto, que na época era escrever sozinha e trabalhar com Nathan. A canção “Red” foi um ponto de mudança para o álbum “Red”. Quando eu escrevi a canção, minha mente começou a vaguear por todos os lugares onde podíamos ir. Se eu pensasse suficientemente além, ir com pessoas diferentes, eu poderia aprender e ter o que eles tem passado pra mim, assim como ter o que eu faço passado para eles.

O álbum tem canções sobre términos e sua condição emocional, às vezes no momento, às vezes num ponto de vista reflexivo. Enquanto as batidas e instrumentação são diferentes ao longo do “Red”, você vê uma conexão temática ali?
Todas são maneiras diferentes que você tem que dizer adeus para alguém. Quando você está experienciando os altos e baixos de um relacionamento, especialmente quando você tem 22 anos de idade, tudo te atinge em maneiras diferentes. Todos os tipos diferentes de sentir falta de alguém, todo tipo de perda – tudo soa diferente para mim. Quando você está sentindo falta com alguém, o tempo parece passar mais de vagar, e quando estou apaixonada por alguém, o tempo parece estar passando mais rápido. Então eu acho que, porque o tempo parece passar tão devagar quando estou triste, é a razão de eu passar tanto tempo escrevendo canções sobre isso. Parece que eu tenho mais horas no dia.

Certo, você não escreve sobre dançar, você simplesmente dança.
Exatamente.

Mas você especificamente volta e canta sobre dançar por aí na sua idade atual. Por que 22?
Pra mim, ter 22 anos tem sido meu ano favorito de minha vida. Eu gosto de todas as possibilidades de como você ainda está aprendendo, mas sabe o suficiente. Você ainda não sabe de nada, mas você sabe que não sabe de nada. Você é velho o suficiente para começar a planejar sua vida, mas você ainda é jovem o suficiente para saber que ainda existem muitas questões sem resposta. Isso traz uma sensação despreocupada que é meio baseada em indecisão e medo, e ao mesmo tempo em deixar solto. Ter 22 anos me ensinou muita coisa.

Ao escrever com tantas pessoas no “Red” depois de fazer o “Speak Now” sozinha, você teve que achar múltiplos jeitos de trabalhar com colaboradores ou há um jeito que funciona pra você?
Eu começo todas as minhas sessões de co-composição com papo de mulher. Eu entro e digo, “Tenho que te contar o que estou passando agora” e passo 25 minutos falando sobre o cara que conheci quatro meses antes e como tudo estava bem e ele mentiu sobre isso e eu pirei. Eu não tenho falado com ele, mas eu realmente quero falar. Eu quero escrever uma música sobre essa sensação. E aí eu pego meu violão e digo ‘aqui está a minha ideia, mas eu queria te contar a história antes de tocar a ideia pra você.’

Eu acho que as canções pop irão receber mais atenção, mas você tem algumas baladas adoráveis no “Red,” “Treacherous” e “Sad Beautiful Tragic.”
“Sad Beautiful Tragic” é realmente próxima do meu coração. Eu lembro que foi depois de um show, e eu estava no ônibus pensando nesse relacionamento que acabou meses e meses antes. A sensação não era de tristeza ou raiva ou essas coisas mais. Era perda melancólica. Então eu peguei meu violão e atingi o fato que eu estava pensando em termos de rima, rimei magic com tragic, mudei algumas coisas e acabei com um affair amoroso sad beautiful tragic (triste, lindo, trágico). Eu queria contar a história em termos de uma nebulosa recapitulação do que deu errado. É meio cinza escuro, olhar para trás, para algo que você não pode mudar e não pode ter de volta.

Você já começou a pensar na turnê de “Red” e em como você vai apresentar o novo material?
Sei que será teatral, mas diferente da turnê “Speak Now”. Parecia que fazíamos uma peça toda noite. [Em questão de material] Eu gosto quando vou a um show e o artista respeita as músicas favoritas das pessoas. Irei tocar “Love Story” pelo resto da minha carreira, porque os fãs realmente gostam dela. Mesmo que eu me canse, continuarei a tocá-la em meus shows. Você tem que, como artista, lembrar de suas experiências como um fã. E como um fã, você ouvia a música no seu quarto, a tocava de novo e de novo, você sabia qual era a parte do violino, a parte do banjo, e você gosta quando é cantada no álbum. Eu não me vejo modificando o som dos meus trabalhos anteriores ao vivo porque as pessoas querem ouví-lo da maneira que ouviram no disco. Eu não preciso fazer uma versão jazz de “Tim McGraw.” Dito isso, nós fizemos alguns mash-ups divertidos. Às vezes, é divertido entrelaçar a canção de alguém com a sua como uma surpresa. Estou sempre balanceando – o quanto de material novo você quer que as pessoas ouçam, o quanto de material antigo – e no fim do dia estou tentando fazer um show que represente exatamente onde eu estou agora.
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