terça-feira, 24 de julho de 2012

Matéria completa do Robert para BlackBook

Depois de babarmos nos scans e outtakes do Robert Pattinson na nova edição da revista BlackBook, trazemos agora a matéria completa traduzida para vocês e vou logo adiantando que é uma das matérias mais perfeitas que já vi sobre o Rob, onde o narrado é nada mais, nada menos que o próprio coração de nosso astro. Confira:

Eu sou o coração de Robert Pattinson e eu estou falando com você da minha casa dentro da caixa torácica dele. Estamos em repouso agora. Eu bato 70 vezes por minuto, o que é bastante típico para um homem branco de 26 anos de idade, como Robert, que está em boa forma, mas não em uma forma sobre-humana. Rob, eu devo mencionar, tem passado pelo que ele chama de “uma coisa”. “Estou em uma dieta totalmente líquida”, ele explica a um interlocutor com o seu sotaque inglês que surprende muitas pessoas que não perceberam que Robert Pattinson na verdade não é o vampiro chamado Edward Cullen. “Eu tinha que estar sem camisa para um ensaio fotográfico”, explica Rob, “Então eu pedi a uma nutricionista uma dieta que você ainda pode beber o quanto você quiser. Ela disse que é uma dieta líquida”. Outra prova de que Rob não é um vampiro. Vampiros, em geral, escapam de photoshoots desde que o brilho deles, exarcebado pelo flash da câmera, confunde até mesmo o fotógrafo mais hábil. Também vampiros raramente tem problemas com sua imagem física e nunca bebem. (O sangue deles não circula.)



Não comumente, Rob e eu estamos sozinhos e algumas outras pessoas estão nessa sala – um clube muito quente escondido atrás de um Papaya King em West Hollywood que está, sendo uma tarde quente e ensolarada, muito calmo – estão todos prestando atenção em nós. Rob é, afinal, o maior galã do mundo, e eu sou o coração que bate dentro dele. Eu posso sentir outros corações acelerando quando outros se aproximam de nós como o coração do cavalheiro do cachorro-quente do lado de fora, que pergunta, entregando um suco de manga e cachorro em seus guardanapos coloridos, a Rob se pode autografar uma tira de papel ceroso. “Minha namorada ama você”, ele disse, quase se desculpando. Eu não acelero enquanto Rob rabisca o seu nome e o dela (é Mallory) e a devolve como uma conta de frete cheio de improváveis fantasias sexuais.


Rob está vestido, como sempre, de acordo com o código não escrito de Hollywood, que diz que quanto mais você recebe, menos dinheiro você paga por sua aparência externa. E apesar de 62 milhões de dólares, no caso de Rob, eu posso dizer, a indiferença é genuína. O boné de baseball, aqueles tênis de corrida pretos, a camisa jeans, um tipo de coisa do jovem Ron Howard acontecendo; estas são suas vestes. Este galope desengonçado, um pouco de ócio com o mesmo ritmo solto e animado, como James Dean em Giant. Está é a nossa marcha.
Chegamos aqui em uma SUV branca dirigida por um cara chamado Jeff. Ele é de Phoenix e ele é o nosso motorista. Ele apareceu há alguns anos vestindo um terno e uma gravata espessa. “Clássica aparência temporária”, disse Rob. Agora ele vestia uma blusa preta apertada. Dentro dos vidros escuros da SUV no caminho para o clube, Rob examinando as lojas enfileiradas na Hollywood Boulevard. Lê-se como um jogo de Duck Duck Goose: Loja de presentes. Lojas de presentes. Club de striptease. Este último apresenta, “Milhares de garotas atraentes. Três feias”. Eu me pergunto como seria o coração de uma das feias. Eu nunca vou saber. Eu sou um dos sortudos.


Nas janelas de mais de uma loja de presentes, Rob vê a si mesmo em calendários, em cartazes, em chaveiros fabricados em algumas indústrias chinesas por um trabalhador que olha para o rosto de Rob, seus olhos azuis grandes e seus dentes caninos espreitando por trás de seus lábios, e ele ainda não tem nenhuma noção de mim, ou de Rob. E eu não tenho nenhuma noção do trabalhador no coração dele também. Passando pelo lixo barato com a cara do Rob sobre ele, não me faz bater mais rápido, murcho. A ideia de que essas pessoas colam o rosto de Rob em bijuterias, de que câmaras abrem e que os segredos são guardados nela, me acelera um pouco, já que não temos conhecido ninguém fora da “indústria” esses dias e mesmo se o fizéssemos, raramente seria unicamente Rob que veriam. Seria Edward Cullen, esse vampiro que rouba corações que tem me dominado desde 2008 e não será liberto até novembro, no ponto em que ele não pode morrer porque ele já está morto, mas nós podemos, porque nós fomos feito em sua imagem, ou ele na nossa. De qualquer maneira, estamos tão entrelaçados que a separação poderia matar Rob e me quebrar.


Rob e eu passamos muito tempo sentados na parte traseira dos carros hoje em dia, transportando para coletiva de impressa, para entrevistas, para o set, para coletiva de imprensa. Sentar muito me deixa um pouco nervoso. O sedentarismo é uma das principais causas de doença cardiovascular e diabetes tipo 2. Assim como o fumo que, felizmente, Rob acabou de largar. Agora ele carrega esses cigarros eletrônicos brilhantes idiotas e senta na parte de trás dos carros chupando eles, vendo esse rosto, mesmo no reflexo e deslizando-se para fora para dirigir por aí. Rob, é claro, sabe dirigir. Ele fez um curso de dez hora em Oregon para Breaking Dawn, eu acho. Eu posso estar errado; todos eles se confundem. Ele é um motorista péssimo. “Eu aprendi com as pessoas batendo em mim”, ele explica. História engraçada, isso é como ele diz isto: “A primeira vez que alguém disse alguma coisa sobre eu ser famoso foi quando eu tentei comprar um carro há alguns anos. Foi um BMW 89 conversível por mil dólares que eu encontrei no Craigslist. Eu fui para as montanhas para fazer um test drive e, claro, quase bati. Poucos dias depois eu voltei para buscá-lo. Eu havia dito que eu era um ator e o cara me olhou de cima a baixo. Quando voltei, ele disse ‘Cara, você percebe que você é o 2º colocado no IMDB?’, eu pensei ‘Merda, agora eu não posso pedir um desconto de 200 dólares’”.
Nosso mais recente filme, Cosmópolis, também ocorre em grande parte na parte traseira de um carro, embora seja um carro grande. David Cronenberg dirigiu esse. Rob interpreta Eric Packer, um extremamente entediado, bilionário autista limítrofe que atravessa Manhattan latitudinalmente de leste a oeste em uma limousine especialmente projetada. Durante este trajeto, ele perde muitos de seus bilhões de dólares em uma imprudente especulação monetária sobre o iene enquanto o mundo cai no caos ao seu redor. Esse caos, é claro, é em grande parte devido à sua especulação monetária imprudente. Ele passa muito tempo assistindo seu rosto, ainda em reflexo, e o caos é causado, deslizando em silêncio. No final, ele é morto a tiros ou não morto a tiros por um ex-funcionário descontente interpretado por Paul Giamatti. Se ele é ou não, não importa muito. Eric não se importa desde que ele tem dificuldade em se conectar com o mundo além dos números. Ele, no entanto, faz muito sexo. Algum com Juliette Binoche. Essa cena me fez acelerar quando nós filmamos, mas mais por rirmos do que por empurrarmos. “Juliette continuou batendo sua cabeça no teto do carro”, lembra Rob. Eu posso sentir a correria de endorfina quando ele abre um sorriso largo que o transforma instantaneamente de galã pensativo a outro rapaz legal inglês que você conhece no pub. Por essa razão, ele raramente se quebra nisso. Sorri não está na marca.


O filme é baseado em um livro de Don DeLillo, então é confuso. A primeira linha é como todas que fluem a partir dele, profundo e absurdo. “Queremos um corte de cabelo”, diz Eric, parando em um prédio de negócios. Da confusão, porém, nós gostamos. “Eu sou fácil de agradar”, Rob diz. “Quando eu não entendo algo, eu estou imediatamente interessado”. A confusão me desperta. Assim como o confronto. Quando Cosmópolis estreou em Cannes em maio, eu bati da maneira mais difícil como eu não fiz em muito tempo. “Eu estava tipo me cagando”, disse Rob. Depois de falar com o cólon dele, cheguei à conclusão de que isso é uma hipérbole. No entanto, foi emocionante. Há uma tensão entre quando os créditos terminam de rolar e quando as luzes se acendem, um momento de graça em silêncio, portuado apenas por minha batida ensurdecedora. Esse é o instante antes do público escolher entre aplausos ou vaias, quando nossa carreira pós-Twilight era, como um gato Shrodinger, simultaneamente viva e morta. E nesse momento, eu sôo e ressôo, e golpeio no peito de Pattinson um milhão de vezes por minuto. “Eu perdi minha cabeça”, Rob diz. “Eu estava me preparando para lutar com 1500 pessoas. Eu estava tão empolgado”. As apostas eram altas para ele. Ele havia caído em Twilight por aquilo que ele chama de “sorte”. E, já que ele havia assinado um contrato, ele foi se deixou levar pela maré. Você pode dizer que ele estava sendo dirigido, ou pelo menos orientado. “Eu estava tipo correndo por aí com minhas calças baixas e meus cadarços desamarrados e, surpreendentemente, não caindo. Até esse. Eu pensei, ‘Oh merda!’. A maioria das pessoas tem 15 anos fazendo filmes que ninguém vê. Agora eu estou em Cannes”.


Naquele momento, antes da onda de equação da nossa carreira colapsar na realidade, vale a pena notar que a inexperiência de Rob, em parte, foi o que lhe rendeu o papel de Edward Cullen. Como os autores do ensaio “Twilight e a produção do ídolo adolescente do século 21″ brincou que era mais ou menos o ponto. A estratégia de marketing [do estúdio] foi desenvolver o status de celebridade de Pattinson como mercadoria, produzido e comercializado pela imprensa e indústrias de publicidade. A mercantilização tomou forma fundindo a aparência de Edward com a fama de Pattinson… A falta de reconhecimento público do ator foi usada [pelo estúdio] como recurso para fundir os personagens de Twilight com as pessoas reais que foram contratadas para retratar, tornando-as assim celebridades”. Então, o momento depois do crédito final rolar em Cannes e antes do julgamento tinha sido o momento do doloroso divórcio entre o coração sem sangue de Edward Cullen e eu, o coração pulsante de Rob. Eu não tinha ideia de como os créditos eram longos. Houve uma pausa e, em seguida, uma salva de palmas, e mais palmas, desencadeando uma torrente de aplausos até que o auditório inteiro estava aplaudindo. Eles estavam aplaudindo a gente? Eles estavam aplaudindo David? Eles estavam aplaudindo Paul? Eu não me importava. Uma coisa era certa: eles não estavam aplaudindo Edward.
Apesar de eu acelerar outros corações, há pouquíssimas coisas, pessoas ou atividades que me afetam. A química imperativa do lute-ou-fuja, provocada pela confusão e confronto, são o truque. Depois, há algumas outras coisas: eu acelerei recentemente quando Rob aprendeu a andar de skate. Mas não era realmente o pouso de um kickflip que me deixou vibrando; era, como diz Rob, era o fato absurdo de que ”Eu poderia ter sido processado em 800 milhões de dólares”. (Vampiros não usam gesso ou torcem os tornozelos.) Eu também estava recentemente animado sobre fazer xixi. “Eu estava tão impressionado comigo ontem”, Rob disse: “Eu fiz um xixi que teve quatro minutos de duração”. Cindy, sua bexiga, me contou que é por causa da dieta líquida. Ficamos emocionados também com os escândalos, mas, como Rob lamenta, esses dias são difíceis de ocorrer. “Certa vez começou um rumor no Entertainment Tonight que houve uma cena de sexo escatológico deletada em Twilight e nem sequer tinha sido noticiada. Eu pensei, “Que porra é essa? Eu estou te dando isso!”. A coisa escatológica, a propósito, estava especialmente perto de mim desde quando nos mudamos pela primeira vez para Los Angeles e vivíamos no Oakwoods, um complexo de apartamentos entre Burbank e Hollywood fora da 101, povoado quase exclusivamente por atores mirins fracassados que saíam o dia todo para a piscina. Foi também, sem surpresa, onde viveu Screech, e também onde seus vídeos de sexo escatológicos foram filmados. O que mais se pode fazer para me manter indo a conferências de imprensa, esses desafios brutais de repetir algo que alguém já disse para soar mais divertido? Como Rob lamenta, “Você tenta dizer coisas da maneira perfeita, mas você sabe, a menos que você diga algo estúpido, a partir do qual as pessoas vão fazer você parecer idiota, você não vai ter esses momentos no noticiário. E se você não diz nada estúpido, alguém vai inventar algo de qualquer forma”.


Tome a namorada de Rob, Kristen Stewart, como exemplo. Ela é uma das poucas coisas que me faz bater forte. Nosso romance é, felizmente, sancionado pelo complexo industrial de Twilight. Como “Twilight e a Produção” colocou, “Os fãs parecem estar dispostos a aceitar um envolvimento romântico que leva Pattinson para fora do mercado se isso se traduzir nos seus amados personagens”. E então o coração de Kristen e eu estamos juntos quase todos os dias. Mas não estamos jurados um ao outro até que a morte nos separe. Rob leu isso em um tablóide recentemente e ele achou isso ridículo. “Havia uma revista, com essas imagens, dizendo que eu tinha casado. Ninguém nunca sabe o que é verdade ou o que não é”, ele disse exasperado. “Até minha mãe me chamou para perguntar se era verdade”. Não é. Pelo menos, não ainda. Mas é verdade que Kristen tem sempre causado algo em mim que os outros não causam.
Muito embora Deus saiba que Rob não sentia falta quando surgia o amor carnal, mesmo quando estávamos com outros pessoas, ele me mantevem atrás da porta fechada. Quando ele veio pela primeira vez para Los Angeles, ele saiu com um círculo de mulheres muito atraentes que ele conhecia em lugares como o Bronson Bar, mas Rob evitava os cílios curvados batendo loucamente para fumar lá fora com um capuz puxado sobre os olhos. Ele estava escrevendo músicas para Kristen Stewart. Na época, eu estava preenchido por um desejo ardente a ponto de quebrar, então elas eram canções tristes que soavam como se tivessem sido tiradas de Astral Weeks do Van Morrison. “Na verdade”, admite Rob. “Eu só estava tentando arrancar Van Morrison fora”. Às vezes ele tirava essas canções em microfones abertos em lugares como Pig ‘n whistle e o Rainbow Room se apresentando antes de dois ou três artistas, além de, claro, as garçonetes que, segundo ele, tornaram-se suas únicas amigas. Ainda fico nostálgico pensando sobre aqueles dias, e me faz sentir mais leve e um pouco sensível ao pensar se aqueles dois tristes cantores e compositores ganindo através de “Hallelujah”, ou aquelas garçonetes com sotaque de Oklahoma e seios agradáveis, sabiam o que ele era ou o que Rob se tornaria. Eu me pergunto se ele sabia.


Após o sucesso Twilight, as coisas mudaram. Rob, como dizem, quebrou. “Meu círculo de amigos diminuiu rapidamente”, diz Rob. “Eu gosto de ser o parasita, e não o contrário”. Nós paramos de sair. Nós paramos de nos apresentar em microfones abertos. Agora eu quase nunca bato forte. Agora, quando ele não está sendo Edward ou Eric ou outro alguém, Rob vive como o Heremita do Lago Prata. Ele acorda e faz um pouco de suco. Ele lê sinopses de livros no Amazon por algumas horas. Ele faz sopa para ele e examina alguns roteiros. Em grande parte essas são apenas palavras, congeladas e insossas como um mingau velho, posto no microondas e cheio de coisas épicas sobrenaturais. Ocasionalmente, eu pulso quando algo que ele lê me intriga. Tal como seu próximo drama do diretor Jean-Stephane Sauvaire, cujo seu último filme, Johnny Mad Dog, é sobre crianças africanas que são soldados. Esse será totalmente filmado no Iraque. Nós partimos no próximo mês. Talvez lá, as balas assobiando, ou pelo menos a possibilidade de uma bala assobiando, me fará pulsar. Até então, vamos esperar nossa hora na parte de trás de um carro, parado em um cruzamento e esperando o sinal mudar. Jeff pergunta se gostaríamos de ir a qualquer lugar em particular, mas não estamos certos. “Eu nunca vou a qualquer lugar”, Rob diz com naturalidade, “Eu nem mesmo sei onde é qualquer lugar”.
Fonte

Genteeee essa é de longe a melhor matéria do Rob que eu já li, sem dúvidas, que original, que divertido, que pitoresco. Emocionei aqui, nota 10 pra quem criou o texto.

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